Bem-vindo(a) ao Imunologia das Confluências

Onde a saúde humana, a sociedade e a Terra se encontram.

nos Iniciais do Ensino Fundamental
A estratégia foca na construção do imaginário e na materialidade do mundo. As crianças absorvem a presença negra e indígena pela via da excelência e da vida cotidiana. A matemática ganha forma geométrica através dos fractais presentes em tranças e na arquitetura de matriz africana. A biologia de campo explora o pátio da escola reconhecendo os saberes ancestrais sobre as sementes e plantas locais. A história não tem o navio negreiro como marco zero. Apresentamos cosmologias e pessoas reais produzindo conhecimento no presente. O professor planta imagens de invenção e intelectualidade negra em qualquer assunto.

ós começamos pelo chão da escola. A criança pequena apreende o mundo pela materialidade bruta das coisas e a nossa proposta acompanha essa urgência tátil. O imaginário infantil absorve o ambiente ao redor como uma esponja faminta. Nós precisamos nutrir essa fome com imagens de agência e naturalidade. O apagamento histórico opera muito cedo e a nossa resposta precisa chegar antes das narrativas de subalternidades

O pátio da escola abriga ecossistemas inteiros e ali iniciamos a infiltração. O professor convida a turma para investigar a biologia da terra úmida e o comportamento das formigas. A nomenclatura oficial das plantas cede espaço orgânico aos saberes botânicos ameríndios e africanos. A criança entende o ciclo da semente e a fotossíntese escutando quem cultivou aquele solo milênios antes da invenção do asfalto. A ciência dura da germinação convive com a ancestralidade do plantio. Nós construímos uma simpoiese onde a criança a semente e a terra respiram juntas. O professor não avisa que está ensinando ecologia antirracista. Ele apenas ensina ecologia.

A matemática nos anos iniciais adquire corpo e textura. Nós deixamos as cartilhas cinzentas de lado. Os padrões geométricos saltam dos tecidos de Gana e da engenharia capilar das tranças. A professora apresenta sequências numéricas através da lógica milenar do jogo de Mancala. A criança conta sementes e calcula probabilidades simples manuseando um tabuleiro de madeira esculpida. A matemática abandona a abstração fria e ganha a temperatura da invenção humana não branca. Ninguém precisa interromper a contagem para fazer um discurso sociológico sobre diversidade. O tabuleiro de Mancala carrega a sua própria gravidade.

Nós propomos uma base curricular sem o marco zero da escravidão. O primeiro contato visual da criança com a negritude e a corporalidade indígena no ambiente escolar acontece pela via da invenção e da construção de mundos. A física do movimento e as cores primárias chegam através de artistas e cientistas contemporâneos reais. A literatura infantil traz crianças negras habitando o futuro e pilotando naves ou desvendando mistérios moleculares no quintal de casa. O imaginário do pequeno cientista ganha contornos espelhando rostos que a televisão e os livros antigos insistiam em apagar.

As paredes da sala de aula absorvem essa nova dinâmica. O letramento acontece enquanto o aluno mapeia as constelações e reconhece a astronomia de quem navegava oceanos lendo o céu escuro. O nosso manual orienta o docente a espalhar esses marcadores de genialidade por todos os cantos da escola. O projeto colonial tenta cimentar a imaginação infantil logo nos primeiros anos de vida. Nós oferecemos água e raízes vivas para rachar o concreto.

é mais do que uma plataforma de pesquisa científica; é um espaço dedicado a repensar a saúde e a doença não como eventos biológicos isolados, mas como reflexos diretos das interações profundas entre os seres vivos e o mundo que habitam. Nosso olhar está voltado para as fronteiras onde a imunologia encontra a sociedade, a ecologia e o território: nas confluências.

O Nosso Compromisso Simbiótico

O coração deste projeto é o que chamamos de compromisso simbiótico. Na biologia, a simbiose é a vida em conjunto, a interdependência mútua que sustenta a biodiversidade. Transpomos esse conceito para a nossa filosofia de trabalho. Acreditamos que a imunidade não é apenas o sistema de defesa individual de um organismo, mas uma teia de relações coletivas e ambientais.

Assumimos o compromisso ético de produzir conhecimentos que respeitem, protejam e promovam o convívio equilibrado entre humanos, não-humanos e a natureza. Entendemos que não há saúde humana possível em um planeta doente.

Nosso Foco: Ecossistemas em Vulnerabilidade e Doenças Infecciosas

Atuamos na linha de frente das grandes questões socioambientais e ecológicas do nosso tempo. Nosso foco principal são as pesquisas científicas em ecossistemas que apresentam alta vulnerabilidade à emergência e disseminação de doenças infecciosas.O desmatamento, a degradação dos habitats, as mudanças climáticas, a urbanização desordenada e as profundas desigualdades sociais estão alterando a dinâmica da vida na Terra. É nessas áreas de fricção e vulnerabilidade que o equilíbrio se rompe, criando o cenário propício para o “transbordamento” (spillover) de patógenos, a proliferação de vetores e o surgimento de surtos infecciosos.

No Imunologia das Confluências, nós investigamos esses territórios de risco para compreender como diferentes ecossistemas de vulnerabilidade vivido por pessoas racializadas, insegurança alimentar, racismo, homofobia, e uma imensidão de cruídos que atravessam vida de viventes habitando m ecossistema invivíveis vivemos em planeta. Preciso primeiro passo e dai como Harawl brilhantente cunhou ´redcsas fazer cpmexoeiferentes estressores .

Ecologia das doenças infecciosas. que estamos vislumbrando inclui os seguintes, mas não se resume a esses:

Mapear como as perturbações ambientais alteram a relação complexa entre patógenos, vetores e hospedeiros, levando em consideração diversos fatores como clima, habitat e interações ecológicas.

Analisar o impacto das desigualdades sociais na vulnerabilidade imunológica e epidemiológica das populações marginalizadas.

Propor abordagens de “Saúde Única” (One Health) e “Saúde Planetária” para mitigar danos e prevenir futuras pandemias.

Um Convite à Ação e à Reflexão

A ciência que fazemos aqui não é neutra diante da destruição ambiental ou da injustiça social. Ela é engajada, rigorosa e fundamentalmente conectada à defesa da vida em todas as suas formas.

Convidamos pesquisadores, estudantes, ativistas, gestores públicos e todos os cidadãos interessados a mergulharem em nossos artigos, investigações e debates.

No Imunologia das Confluências, acreditamos que compreender a doença é o primeiro passo para curar as relações ecológicas que compartilhamos. Junte-se a nós nesta travessia